Aneel abre processo para apurar causas de explosão em câmara subterrânea da Light no Rio

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta segunda-feira (04/04) que iniciou um processo de fiscalização sigiloso para apurar as causas da explosão em uma câmara subterrânea da Light em Copacabana, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (1º).
Por meio de nota, a agência reguladora não deu detalhes de fiscalização para não “prejudicar o andamento dos trabalhos”, mas disse que também verificará se a Light, concessionária de energia responsável pela manutenção das câmaras, cumpre o plano de modernização, firmado em 2010, para evitar esse tipo de acidente. “Caso haja descumprimento do plano, a empresa poderá ser penalizada”, diz a Aneel.
Na noite da última sexta-feira, uma explosão em uma câmara subterrânea na Avenida Nossa Senhora de Copacabana deixou cinco feridos. Durante o ocorrido, a tampa dos poços de inspeção foi arremessada a uma altura de 4 metros, abrindo uma cratera na pista.
A Aneel afirmou ainda que acompanha o problema desde as primeiras explosões, em novembro de 2009 e acrescenta que só comentará “possíveis medida judiciais” quando for notificada oficialmente. Isso porque a Procuradoria-Geral do Município do Rio de Janeiro estuda uma medida judicial para apurar as explosões e cobrar da concessionária medidas para solucionar o problema.
A explosão de câmaras subterrâneas no Rio tem se tornado um problema recorrente. No ano passado, um casal de turistas americanos foi atingido. Eles foram arremessados por uma distância de 8 metros. A mulher teve 80% do corpo queimado e homem, 35%.
A prefeitura da cidade também pretende contratar uma auditoria para avaliar as causas das explosões em Copacabana e o plano de manutenção de câmaras subterrâneas da Light. Com o último acidente, o programa deve ser acelerado.
Prefeitura cria comissão para evitar novos acidentes em bueiros da Light
A prefeitura do Rio, anunciou, na tarde desta segunda-feira (4), que uma comissão está sendo criada para acompanhar as medidas adotadas pela Light e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para evitar novas explosões em bueiros da cidade. A última explosão, nesta sexta-feira (1) deixou cinco pessoas feridas em Copacabana.
Representantes da secretaria de Conservação e de Obras, da sub-secretaria da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz) serão os integrantes da comissão e, segundo decreto que será publicado no Diaário Oficial do município nesta terça-feira (5), a Light deverá informar imediatamente ao Centro de Operações do Rio todo e qualquer fato que caracterize como risco iminente e coloque em perigo a população.
O Secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Osório, declarou na tarde desta segunda-feira que foi um “desconforto” saber dos 130 pontos críticos da rede da Light no Rio apenas através da mídia. O secretário informou ainda que vai contratar uma empresa independente para avaliar os trabalhos realizados pela Light, assim como os equipamentos utilizados pela concessionária.
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