Palocci pode ter CPI para investigar enriquecimento relâmpago

Envolvido em denúncias de ter aumentado em 20 vezes o seu patrimônio entre 2006 e 2010, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, poderá sofrer uma CPI é o que querem os partidos de oposição. O crescimento de seu patrimônio foi observado após Palocci deixar o governo Lula, do qual foi ministro da Fazenda. No período, Palocci comprou dois imóveis pela sua empresa Projeto – um apartamento no valor de R$ 6,6 milhões e um escritório por R$ 882 mil, ambos em São Paulo.
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), começou nesta sexta-feira (20/05) a recolher assinaturas para protocolar o requerimento de criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso Nacional para investigar as denúncias de enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.
Segundo Nogueira, ele já conta com o apoio de lideranças do partido como o presidente da legenda e deputado federal Sérgio Guerra (PE) e do líder dos tucanos no Senado, Alvaro Dias (PR).
A expectativa do partido é de ter até terça-feira (24) o mínimo das assinaturas necessárias para protocolar o requerimento, que são o equivalente a um terço dos parlamentares de cada Casa, ou seja, 27 no Senado mais 171 na Câmara.
Outras tentativas
Em paralelo à CPI, os demais partidos da oposição também estão fechando o cerco em torno do ex-deputado federal para que ele explique seu enriquecimento.
O PPS pediu na última terça-feira (17) à PGR (Procuradoria Geral da República) a abertura imediata de investigação sobre o ministro e, na quarta-feira (18), a oposição amargou uma derrota de 72 contra 266 votos e 8 abstenções na tentativa de convocar Palocci para prestar esclarecimentos na Câmara.
Na quinta-feira (19), o DEM protocolou uma PFC (Proposta de Fiscalização e Controle) em cinco comissões permanentes diferentes, espécies de “mini-CPIs” (Comissões Parlamentares de Inquérito), para investigá-lo. Além das PFCs, há pedidos de investigação em, pelo menos, mais oito comissões permanentes na Cãmara.
Com informações do UOL
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