Ocupação da Rocinha e do Vidigal será feita neste final de semana

As Forças de Segurança já estão prontas para entrar na Favela da Rocinha retomando as áreas ao controle do Estado. Para isso a Aeronáutica informou que o espaço aéreo sobre a comunidade, bem como, nas proximidades da favela da Rocinha, será fechado por conta desta ocupação que está prevista para acontecer neste domingo (13/11). De acordo com a Aeronáutica, o espaço aéreo neste local será fechado em um raio de 2,8 km, entre à 0h e as 16h de domingo.
Embora a data da ocupação já esteja marcada, o início da operação já está ocorrendo desde a quinta-feira (10), com policiais à paisana colhendo informações no entorno das comunidades e o auxílio de helicópteros, que estão a cada momento fazendo o mapeamento antes da tomada pela PM.
Ainda não está completamente descartada a participação do Exército na ocupação, a exemplo do que aconteceu nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, há um ano, mas segundo o Comando Militar do Leste não houve nenhuma solicitação por parte do governo do Estado.
“Ele tinha certeza que iria passar pelo cerco policial”, diz PM
A data da ocupação foi definida durante reunião com o alto escalão da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança há duas semanas. No encontro ficou acertada a estratégia de ocupação. A opção de também entrar no Vidigal teria como objetivo impedir a fuga de traficantes para a favela vizinha.

Com a tomada da Rocinha e Vidigal, a Secretaria de Segurança Pública fecha mais uma espécie de cinturão de segurança, desta vez na orla da zona sul, já que as favelas de Ipanema, Copacabana, Leme e Botafogo já estão ocupadas. São elas: Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Ladeira dos Tabajaras e morro dos Cabritos, Chapéu-Mangueira e Babilônia e morro Dona Marta.
Com aproximadamente 70 mil moradores, a favela da Rocinha é uma das maiores favelas do Brasil e uma das mais importantes para o tráfico de drogas. Ela chega a movimentar R$ 2 milhões por semana, de acordo com estimativas da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), um total estimado em R$ 8 milhões por mês, principalmente com a venda de cocaína.
A ocupação será feita pelo Bope e pelo Choque, que costumam passar, em média, de 45 a 60 dias fazendo um trabalho de varredura nas comunidades antes da implantação da UPP, em busca de armas e drogas. Na Mangueira, no entanto, o Bope permaneceu por quatro meses até a inauguração da 18ª UPP, na última quinta-feira (3).
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