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Em audiência, manicure de Barra do Piraí confirma ter assassinado menino de seis anos

 
 

Em audiência, manicure de Barra do Piraí confirma ter assassinado menino de seis anos

A manicure Suzana do Carmo Oliveira confirmou ter assassinado o menino João Felipe Bichara, de seis anos. A ré foi interrogada nesta quarta-feira (14/08), durante audiência de instrução e julgamento (AIJ) realizada pelo juiz em exercício na 1ª Vara Criminal de Barra do Piraí, Maurílio Teixeira de Melo Júnior.

No interrogatório, Suzana disse que sequestrou a criança porque pretendia extorquir R$ 300 mil da família. A manicure contou ter levado João Felipe a um hotel para dopá-lo com o uso de remédios. No entanto, ela confessou ter perdido o controle e acabou asfixiando a vítima. A ré responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem chances de defesa e meio cruel) e ocultação de cadáver.

Ao todo, 12 testemunhas foram ouvidas. Entre elas, o taxista que buscou o menino na escola a pedido de Suzana, enquanto a manicure esperava no carro. Ele contou que, no trajeto do colégio ao hotel, a criança brincava com a ré. No entanto, ao chegarem ao local, João Felipe estranhou a ausência da mãe.

Outro a prestar depoimento foi o delegado responsável pelo caso. Ele afirmou que Suzana apresentou sete versões diferentes para a causa da morte do menino antes de confessar o assassinato na delegacia. O delegado acrescentou que, momentos antes da elucidação do crime, Suzana chegou a ir à escola para tentar confortar a família pelo sumiço de João Felipe. “É uma mulher de uma frieza impressionante”, afirmou o delegado.

Também prestaram depoimento funcionários da escola, policiais militares, o recepcionista do hotel para onde Suzana levou a vítima e um ex-namorado da ré.

Os pais de João Felipe foram as últimas testemunhas a prestar depoimento. Por determinação do juiz, os dois foram ouvidos em caráter sigiloso.

A partir de agora, as partes (acusação, assistência de acusação e defesa) têm até cinco dias para apresentar suas alegações finais antes da decisão do juiz.

Relembre o caso

O menino João Felipe foi encontrado morto no dia 25 de março. Ele foi levado da escola Nossa Senhora Medianeira, no meio da tarde, pela manicure. Fazendo-se passar pela mãe da criança, Suzana disse que a babá se enganou ao levá-lo para a escola porque ele precisava ir ao médico e pediu que João Felipe fosse colocado em um táxi. Pouco depois, o corpo da criança foi encontrado em uma mala dentro da casa da acusada.

(*) Com informações do TJRJ e Agências

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