Estado lança programa de combate à violência contra as mulheres
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Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (08/03), o Governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (02), o projeto Via Lilás, que tem como objetivo auxiliar mulheres vítimas de violência. Desenvolvida pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos em parceria com a Secretaria de Transportes, o Banco Mundial, a SuperVia e o RioSolidario, a iniciativa é focada em três pilares para garantir a reinserção social e profissional de mulheres que sofrem violência doméstica: orientação, acolhimento e capacitação. O evento de lançamento do Via Lilás foi realizado na Estação Bonsucesso do teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Serão instalados 93 totens interativos em 14 estações de trens, contendo informações sobre programas de atendimento e serviço de estruturas governamentais voltadas às vítimas de violência, assim como dados sobre rede de saúde, leis de garantia dos direitos da mulher e benefícios sociais. Nesta primeira etapa, o projeto contará com 14 totens. Deste total, 11 já estão instalados.
Os totens utilizam a tecnologia touch screen, com sistema de navegação intuitivo, semelhante aos celulares do tipo smartphone. As usuárias podem utilizar o instrumento de forma anônima, bastando informar a cidade onde moram e a idade. Com esses dados, o Governo do Estado realizará um mapeamento da situação da rede especializada de atendimento, assim como das necessidades da população feminina. Durante o primeiro mês da ação estadual, profissionais capacitadas ficarão ao lado dos totens, auxiliando as usuárias na utilização da ferramenta e distribuindo materiais educativos.
As mulheres também terão acesso a cursos de capacitação, atendimentos de saúde e jurídico, além de atividades culturais, por meio das Casas Lilás, que funcionarão na Pavuna, na Zona Norte do Rio, e em Nova Iguaçu, na Baixada. A iniciativa ainda prevê a criação de Creches Lilás, onde as mulheres poderão deixar os filhos com segurança e conforto em equipamentos instalados perto das estações de trens. O projeto para a construção das creches está em processo de licitação e a previsão é que, até o final do ano, as unidades já estejam concluídas.
Programa pioneiro
Com investimentos de US$ 15 milhões, financiados pelo Bando Mundial, o Via Lilás tem duração prevista de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.
– É um projeto inovador e muito importante na luta contra a violência. Entendemos que a violência vai muito além da violência física. Existe a violência moral, a falta de oportunidades, a desigualdade de chances e a dificuldade em se acessar o mercado de trabalho. Então, esse é um projeto completo, que oferece ajuda na questão da violência física, auxilia as mulheres a procurarem seus direitos, além de oferecer creches para as mães deixarem seus filhos em segurança quando forem trabalhar – explicou a secretária de Assistência Social, Teresa Cristina Cosentino.
O secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio, destacou que a utilização da rede ferroviária da SuperVia será um meio eficiente para a difusão do projeto estadual.
– Essa iniciativa é perfeita, pois une transporte público, proteção e atendimento às mulheres, que são 53% dos usuários de trens da SuperVia. O Rio de Janeiro é um estado pioneiro em política de proteção à mulher – afirmou Osorio.
Já a primeira-dama e presidente de honra do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, enfatizou a importância das parcerias para a concretização do projeto.
– Sabemos que o poder público sozinho não vence as dificuldades que precisam ser superadas. E essa iniciativa é a prova de que as parcerias dão certo. O Via Lilás é um projeto de cidadania e de autonomia para as mulheres. Esperamos que elas sejam capacitadas e que possam incorporar seus direitos à vida, à cidadania e à autonomia como todos os seres humanos – afirmou a presidente de honra do RioSolidario.
Moradora do Complexo do Alemão e diretora de uma ONG voltada para mulheres na comunidade, Lúcia Maria Oliveira, de 58 anos, elogiou a ação estadual.
– A ideia é maravilhosa, porque luta contra a violência doméstica, ao mesmo tempo em que oferece capacitação e resgata a autoestima das mulheres. Fico feliz que essa iniciativa ocorra nas estações de trem, facilitando o acesso de quem precisa de ajuda. Certamente esse projeto vai ajudar muita gente na cidade e, especialmente, no Complexo do Alemão – disse Lúcia, que está à frente da ONG Numba (Núcleo de Mulheres Brasileiras em Ação).
Usuária do serviço de trens, a empregada doméstica Janete Souza, de 53 anos, que mora na Baixada Fluminense, aprovou a instalação de totens informativos nas estações.
– Essa iniciativa é ótima, porque as mulheres vão poder receber informações sobre questões de violência doméstica e direitos na própria estação de trem. Além disso, vão poder buscar informações com privacidade e segurança, e isso é muito importante – ressaltou Janete.
(*) Com informações da ASCOM/RJ
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