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Primeiro esboço de documento oficial de Copenhague fica pronto nesta sexta

Presidente Lula procura diálogo para questões do clima
Presidente Lula procura diálogo para questões do clima

O primeiro documento do grupo de trabalho que rege as discussões sobre as mudanças climáticas na Conferência de Copenhague (COP-15) será finalizado na noite de hoje (10) e deve ser apresentado aos delegados dos 192 países amanhã (11) de manhã. A informação foi dada pelo vice-presidente do grupo e negociador-chefe do Brasil, embaixador Luís Alberto Figueiredo.

O texto deve incluir os dois pontos mais polêmicos da conferência: a manutenção das regras do Protocolo de Quioto, que diferencia as responsabilidades dos países ricos e em desenvolvimento para combater a emissão de gases que provocam o efeito estufa, e o financiamento de longo prazo para o combate ao aquecimento global.

Os países ricos pretendem comprometer-se em Copenhague apenas com um financiamento de curto prazo, estipulado em US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012. Já o G77, grupo dos países em desenvolvimento e das nações pobres, propôs um de financiamento anual de US$ 200 bilhões.

De acordo com o embaixador Figueiredo, o número do G77, do qual o Brasil faz parte, é o mais próximo da realidade. “Eu acho que os US$ 200 bilhões ano refletem vários estudos que foram publicados. Portanto, pode ser uma ordem de magnitude razoável. É ainda um pouco cedo para dizer quanto vai estar lá. Espero que seja um número razoável”, afirmou.

O documento que está sendo elaborado pelo grupo de trabalho não tem força de documento final da COP-15. A proposta será discutida entre os delegados dos 192 países e, neste final de semana, analisada em detalhes pelos ministros que chefiam as delegações. Só depois da análise dos ministros, o texto deverá ser referendado pelos chefes de Estado.

Enquanto países como o Brasil, a China e a França defendem que Copenhague tenha um acordo legal e vinculante, nações ricas, como os Estados Unidos, a Austrália, a Dinamarca e o Canadá, apoiam um acordo político para ser assinado no ano que vem.






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