Começa o julgamento de PMs acusados de matarem o menino Juan
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A 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, localizada na Baixada Fluminense, começou a ouvir nesta segunda-feira (09/09), as testemunhas de acusação do julgamento dos policiais militares Isaias Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva. Os PMs são acusados de dois homicídios dolosos (com intensão de matar) qualificados (motivo torpe e sem chance de defesa das vítimas) contra Igor Souza Afonso e Juan Moares Neves, além de duas tentativas de homicídio doloso, também duplamente qualificado, contra Wesley Felipe Moares da Silva e Wanderson dos Santos de Assis.
Ao todo, o Ministério Público e a defesa dos réus arrolaram 35 testemunhas: 14 de acusação e 21 de defesa. O julgamento está previsto para durar quatro dias.
Até o fim da tarde desta segunda-feira, foram ouvidas duas testemunhas de acusação: as vítimas Wanderson, que levou três tiros, e Wesley, irmão de Juan, que levou dois tiros. Ambos deram relatos de como foram os acontecimentos no dia dos crimes, afirmando que os disparos foram feitos enquanto eles subiam um beco junto com Juan e Igor, as vítimas fatais.

As outras testemunhas de acusação são: a mãe de Juan e Wesley; o delegado Ricardo Barbosa e mais quatro peritos, além de uma testemunha que está sob proteção da justiça.
O julgamento está previsto para recomeçar às 10h desta terça-feira. Os jurados vão ouvir o depoimento das testemunhas de acusação e as primeiras arroladas pela defesa.
Os crimes aconteceram em junho de 2011, durante uma operação do 20° Batalhão da Polícia Militar (Mesquita) na Favela Danon, em Nova Iguaçu.
Lembre do Caso
O menino Juan morreu baleado durante uma operação da PM no bairro Danon, em Nova Iguaçu. De acordo com o depoimento do irmão de Juan, que também foi atingido durante a ação, ele e o menino iam para a casa quando foram surpreendidos pelos tiros. O rapaz contou que, quando foi abordado pelos policiais, eles o confundiram com um traficante e o chamaram de “aviãozinho” do tráfico de drogas. O caso revoltou a família e os moradores da comunidade. O corpo de Juan foi encontrado na beira do rio Botas, em Belford Roxo, também na baixada, dias depois da morte.
(*) Com informações do TJRJ
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