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Aterros sanitários iniciam tratamento adequado para chorume

 
 

Aterros sanitários iniciam tratamento adequado para chorume

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ampliou seus esforços para dar o correto destino aos resíduos urbanos no Estado do Rio. Desde o dia 1º de agosto, os aterros sanitários de Barra Mansa, de Itaboraí, de São Gonçalo e de Seropédica – que recebe lixo da capital e de seis municípios – passaram a fazer o tratamento de seus próprios chorumes. Parte destes efluentes, que são resultantes da degradação de matéria orgânica produzida nos próprios aterros, recebia até então apenas o tratamento primário na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Icaraí, em Niterói, e, posteriormente, eram lançados no emissário submarino, na Baía de Guanabara.

– A ETE Icaraí não recebe mais chorume. A melhor destinação para este tipo de efluente, que tem elevado potencial poluidor, são as estações dimensionadas e construídas para tratá-lo. Desta forma, contribui-se para a melhora na qualidade das águas da Baía de Guanabara – disse a presidente do Inea, Isaura Frega.

A presidente do Inea ressaltou ainda que o tratamento adequado deste poluente nas estações próprias é um importante componente do licenciamento ambiental dos aterros sanitários. A meta do Inea é que todos os aterros tenham estações de tratamento de chorume ou processem o efluente em unidades apropriadas.

A estação própria de tratamento de chorume do aterro sanitário de Seropédica entrou em operação há 20 dias e tem capacidade para tratar até mil metros cúbicos do poluente por dia. Inicialmente, está processando 300 metros cúbicos, que é a quantidade diária de chorume produzida no local. O aterro faz o tratamento terciário, que é o que há de mais avançado em tecnologia para a adequação deste tipo de efluente. Posteriormente, o material é enviado à ETE Alegria, que apenas descarta o efluente já tratado.

O chorume de São Gonçalo está passando por adequação no próprio aterro, que também tem uma estação com tecnologia para tratamento terciário. Já o aterro de Itaboraí contratou uma empresa especializada em tratamento de efluentes, e o aterro de Barra Mansa está processando o chorume na Sabesp, em São Paulo.

Vinte aterros já foram licenciados

Para cumprimento da política nacional de resíduos sólidos, que exige o encerramento dos lixões em todo o país, o Estado do Rio de Janeiro já finalizou as atividades de 51 dos 70 lixões existentes em território fluminense. Para isso, o Inea licenciou 20 aterros sanitários nos últimos sete anos em todo o estado, que operam em sistema de consórcios municipais.

– Atualmente, o Rio conta com 20 aterros sanitários licenciados, sendo que 17 já em operação e os outros três em vias de entrar. O de São Fidélis, inclusive, já está pronto e deve ser inaugurado nos próximos dias – detalhou Isaura Fraga.

(*) Com informações da ASCOM/RJ

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