Em Itaperuna, jovem acusado de assaltar pedestre, cuja família diz ser inocente, tem a prisão revogada
Foi relaxada nesta quarta-feira (12), a prisão do jovem que chegou a ser preso em flagrante na madrugada deste último domingo (09), sob a acusação de assalto, no bairro Cidade Nova, Itaperuna, no Noroeste Fluminense.
Carlos Alberto Bonifácio Borges, de 19 anos (detalhe na foto), foi detido por familiares de sua suposta vítima – que o apontava como sendo o rapaz de bicicleta, que instantes antes roubou seu celular – próximo ao terminal rodoviário e levado até a 143ª Delegacia, autuado em flagrante e transferido até Campos dos Goytacazes, passou por audiência de custódia, onde o juiz de plantão terminou sua liberação até que os fatos estejam completamente esclarecidos.
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Logo após a prisão, familiares, amigos e conhecidos, sustentavam que “Carlinhos” como é conhecido e que trabalha como embalador em um supermercado, seria inocente. Eles ainda acusam a família da mulher, de no momento da detenção, terem espancado o rapaz, que seria portador de distúrbios mentais e assistido pela APAE do município.
A mulher, que o reconheceu, em depoimento teria sido categórica em afirmar que não havia dúvidas sobre a autoria do crime.
Familiares e amigos do rapaz relatam agressão e preconceito
“Carlinhos, chegou em sua casa, depois de ser preso no domingo, como suspeito de ter roubado um celular, ele é um menino com problemas mentais e tem dificuldade ao falar, ele foi na avó em Natividade ao chegar em Itaperuna, pegou sua bicicleta e estava indo para casa, quando um motorista jogou o carro em cima dele, e o ocupante do veículo teria saído e começou bater nele, acusando de roubo, tem testemunhas que relatam que momento do espancamento, a suposta vítima, pediu para parar de bater, que não sabia que era ele mesmo, mais na visão dela e da família poderia ser ele, era igual ao assaltante, preto e de bicicleta. Então poderia se eu, ou um dos meus irmãos, porque também somos negros e portamos bicicletas, mas infelizmente foi uma “Criança” foi levado para delegacia e preso, e encaminhado para Campos, como ele tivesse assumido o roubo. Uma pessoa com problemas mentais e com dificuldade na Fala, sozinho e sem advogado presente. Saiu algemado e ficou 3 dias na cadeia, Carlinhos tinha acabado de comprar celular, ele trabalha em um mercado da cidade, e estava com o celular dele e os documentos. Hoje minha noiva conversou com o pai, ele sente dores no corpo, voltou a gaguejar e tem medo, muito medo, não quer voltar a trabalhar e nem sair de casa. O menino quer parar de trabalhar, por causa da covardia de um povo Racista e preconceituoso e covarde, bater em um paciente da Apae, sem ter provas, só por achar que foi ele. Carlinhos tem amigos, e Deus ao lado dele, e principalmente provas que não foi ele”, disse um amigo da família.
(*) Com informações da Rádio Natividade FM



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