Caso Lavínia: Luciene deve ser indiciada por homicídio triplamente qualificado

Luciene Reis, que confessou ter assassinado a menina Lavínia em Duque de Caxias, pode responder por homicídio triplamente qualificado. A afirmativa é do delegado substituto da delegacia de Campos Elíseos, Luciano Zahar. Segundo Zahar, isto poderá ocorrer caso seja comprovado que ela tinha a intenção de matar a criança desde o início do crime.
Zahar esteve no fim da tarde de quinta-feira (03/03) na casa onde a menina morava com os pais e verificou o quarto da criança, de onde ela teria sido sequestrada na segunda-feira (28/02).
Na segunda-feira (14), o delegado vai tomar o depoimento de todas as pessoas envolvidas no caso, inclusive a principal suspeita, Luciene.
De acordo com Zahar, o pai de Rony dos Santos também prestará esclarecimentos, pois foi um dos últimos a ter contato com Lavínia. Ele teria passeado levado ela para passear na praça na noite do sequestro.
O delegado disse ainda que a motivação para o crime não está clara. Mas ele considera a hipótese de crime passional já que os dois brigaram na noite anterior ao sumiço de Lavínia.
Enterro com muita emoção
O corpo da menina Lavínia Azevedo de seis anos foi sepultado na manhã desta quinta-feira (03/02) no Cemitério do Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lavínia foi encontrada morta por asfixia em um quarto de hotel em Caxias. O crime foi cometido por Luciene Reis, que confessou ter matado a menina.
O pai da menina Lavínia, Rony dos Santos, passou mal e precisou ser amparado por amigos e familiares ao chegar ao velório da filha.
A polícia investigava o desaparecimento de Lavínia desde segunda-feira (28), quando os pais acordaram e perceberam que a menina havia sumido de casa. Desde o início das investigações, Luciene já era apontada como principal suspeita. De acordo com Santos, ela teria feito ameaças.
Luciene deixou a delegacia de Campos Elíseos 60ª DP (Campos Elíseos) na noite de quarta-feira debaixo de pedradas, vaias e gritos de “assassina”. Luciene foi transferida para a carceragem da Polinter em Magé, na baixada, sob forte esquema de segurança.
Mais cedo, policiais militares tiveram que usar spray de pimenta para conter a manifestação que se formou na porta da delegacia.
O delegado Robson da Costa, que estava à frente das investigações, disse que a mãe de Luciene conversou com a filha e a convenceu a confessar o crime no depoimento prestado ao delegado substituto, Luciano Pinheiro Zahar.
Zahar disse que os pais da menina Lavínia devem ser chamados para depor novamente. O delegado substituto contou ainda que Luciene chorou durante o depoimento que durou quatro horas.
– Ela se demonstrou bem difícil durante o depoimento e chorava o tempo todo.
Imagens mostram Luciene levando menina em um ônibus

O delegado Robson Costa conseguiu imagens do circuito interno de um ônibus que mostra a menina Lavínia na companhia de Luciene. Ele disse que as imagens serão usadas como prova de que a mulher matou a criança.
– Depois que conseguimos imagens, ficou difícil de ela não confessar. A mãe dela ajudou, pediu para a filha ‘começar uma vida nova’.
Segundo o delegado, a suspeita tentava extorquir R$ 2.000 do pai da menina. De acordo com Costa, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota.
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