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Novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio espera negociação


Movimento dos Bombeiros recebe o apoio a população
Movimento dos Bombeiros recebe o apoio a população

Em entrevista nesta segunda-feira (06/06), o novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, Coronel Sérgio Simões, disse estar disposto a receber representantes dos Bombeiros no Quartel-Central para abrir uma linha de diálogo entre as autoridades e os líderes do movimento. Quanto aos detidos depois da invasão ao Quartel-Central disse não poder fazer nada, visto que, os 439 estão entregues à Justiça Militar e está fora de sua alçada.

O novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), Sérgio Simões
O novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), Sérgio Simões

O novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), Sérgio Simões, disse que o governo do estado colocará em prática um plano de recuperação salarial que dará, até o fim de 2014, ganho de 55% nos proventos dos bombeiros. E ratificou que está à disposição para receber a liderança do movimento de soldados que, desde sexta-feira, realizam manifestações para reivindicar melhores salários e condições de trabalho, além de vale-transporte.

Segundo o comandante, que assumiu o posto no domingo, o secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa, recebeu, no dia 25 de maio, os líderes do movimento para apresentar a proposta de melhoria salarial que elevará os rendimentos em 55% até o fim de 2014 e esclarecer os reajustes já concedidos pelo governo do Estado à categoria. Na ocasião, foi solicitada uma contraproposta por parte dos manifestantes, que ainda não foi entregue.

– Ao longo dos anos, os salários ficaram realmente muito defasados, mas esse governo vem tentando fazer uma recuperação salarial. No primeiros quatro anos, tivemos reposição significativa e agora temos um programa de recuperação que será cumprido até o fim de 2014. Nos últimos quatro anos, recebemos investimentos de R$ 170 milhões para a aquisição de novos equipamentos e viaturas, para que a corporação esteja preparada para melhor atender à população – disse.

Na sexta-feira, 439 bombeiros foram presos pela Polícia Militar após a invasão do Quartel Central da corporação. Viaturas e instalações foram danificadas e o atendimento à população foi impedido. Para conter os mais de mil manifestantes, que estavam armados e usavam mulheres e crianças como escudo, até o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado. Simões disse que agora cabe à Auditoria de Justiça Militar julgar o caso individualmente.

– Os bombeiros foram autuados por motim, danos ao patrimônio público e impedimento de prestação de socorro, tipificados no Código Penal Militar. O documento de auto de prisão em flagrante foi encaminhado à Justiça Militar e vai virar um processo criminal. Cada um dos militares terá as prerrogativas de defesa para esclarecer sua participação, mas como comandante não tenho controle sobre a situação – explicou Simões.

Sérgio Simões afirmou que vai se reunir com os oficiais superiores de todas as unidades para ouvir os anseios e reivindicações. Mas, apesar de reconhecer a legitimidade da reivindicação pelo aumento salarial para R$ 2 mil líquidos (o piso dos soldados combatentes e guarda-vidas é de R$ 950), lembrou que o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro é o mais bem equipado do país.

– Abrimos um canal de comunicação, tentamos estabelecer o diálogo, mas não houve retorno. Pelo contrário, o Corpo de Bombeiros foi surpreendido na última sexta-feira, com a manifestação que se transformou num ato de violência gratuita, como nunca se viu na história da corporação – disse o coronel.







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